Um blogue de tudo e de nada ... o que eu faço, o que eu gosto, o que me inquieta ...
11.5.11
9.5.11
4.5.11
O regresso da Biblioteca Itinerante ...
Para quem como eu se fez leitor com a visita à Biblioteca Itinerante, que parava no Alvão, em Macinhata da Seixa, aqui em Oliveira de Azeméis, não pode deixar de rejubilar, porque a Câmara Municipal, através da Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, vai reactivar um serviço, que embora tenha sido desenvolvido pela Fundação Calouste Gulbenkian e posteriormente pela equipa que hoje trabalha no Centro Lúdico, entre 2002 e 2008, está inoperacional.
O Bibliomóvel, vai para a estrada no próximo dia 16 de Maio, para celebrar mais um aniversário de elevação de Oliveira de Azeméis a cidade (1984).
Para mais informações, seguir esta ligação ...
2.5.11
1.5.11
Em Dia da Mãe, um Poema de Miguel Torga
Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Miguel Torga, in 'Diário IV'
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