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27.8.21

Final de Férias


Para finalizar as Férias deste verão, decidimos ir até Arouca. A ideia inicial era fazer apenas uma parte do percurso da Via Ciclo-pedonal do Vale de Arouca. Como a informação disponível na Internet sobre esse percurso é escassa, mandei uma mensagem à querida Amiga Margarida Rocha, que me informou que o percurso ainda não está completo, mas que era possível fazer alguns troços. Um, era o que partindo da zona da Feira de Arouca, espaço muito bem tratado nos últimos anos, ia até à Escola da Boavista. Foi esse o escolhido, mas não fomos até tão longe ... fomos até ao Centro Escolar do Burgo e voltámos para à Vila, com uma passagem pelo Parque do Ribeiro de Gondim.

O percurso feito de manhã ...

Com as obras na envolvente, o Museu Municipal ganhou outra visibilidade

Os campos que ladeiam o percurso estão protegidos por vedações. Gostei!

Hora de Ponta? Estacionamento?

Percurso em passadiço e em caminho ...

Paisagem

Centro Escolar do Burgo

Parque do Ribeiro de Gondim

Uma justa homenagem

Imbecis!!!

Depois, como ainda era muito cedo, pois pouco passava das 9 horas, fomos até aos Passadiços do Paiva ... a ideia era ver a ponte pedonal, mas fizemos algo mais ...

O troço dos Passadiços do Paiva, entre o Areinho e a Garganta do Paiva (Ponte rodoviária)

Aproveitámos e fizemos um pequeno troço dos Passadiços ... do Geossítio da Garganta do Paiva até à Praia do Areinho . Era um troço que nos faltavas fazer, pois quando fizemos os Passadiços iniciámos, precisamente, na escadaria que sobe ao longo da Garganta ...
Depois e já no regresso, fomos espreitar a zona da Ponte Suspensa, pois o acesso é condicionado a quem é portador de bilhetes, que não estão disponíveis até ao final de agosto ...

Garganta do Paiva, a jusante da ponte rodoviária que liga as margens na estrada de Arouca para Alvarenga ...

A caminho do Areinho ...

Praia do Areinho

Método eficaz para a eliminação desta infestante ...

Muitos eram os participantes no Caminho para Espiunca

Xisto

Granito

Acesso

Transeuntes ...

A Ponte é uma passagem p'ra outra margem ...

Depois foi o regresso a casa, com paragem para o almoço e uma volta pela Senhora da Mó e Serra da Freita, cuja descida foi feita pela vertente de Vale de Cambra ...

Boa comida ...

... excelente paisagem!

No alto do monte, a Capela da Senhora da Mó

A torre de vigia contra os incêndios, junto à Panorâmica do Detrelo da Malhada

A maior queda de água em Portugal Continental. Frecha da Mizarela.

O edifício do Centro Interpretativo da Serra da Freita, uma iniciativa do Município de Vale de Cambra

23.6.16

A propósito dos Passadiços do Paiva

Através do Facebook, tomei conhecimento de um texto publicado no blogue Do Meu Mirante, do colega e Amigo José Cerca, do Professor Viriato Seromenho-Marques. Como o texto diz tudo aquilo que eu penso e sinto, a propósito dos Passadiços do Paiva, partilho-o.

Grupo de caminhantes que fizeram a Caminhda da Primavera 2016, no dia 18 d  junho de 2016, nos Passadiços do Paiva, no sentido Areinho - Espinca

"No final de Maio, com um grupo de amigos de adolescência, fui visitar os cada vez mais famosos Passadiços do Paiva, situados no Município de Arouca. É uma experiência libertadora que recomendo a todos os leitores do JL. Os Passadiços foram inaugurados no início do Verão de 2015, tendo conhecido um imediato sucesso, apenas interrompido por um grande incêndio florestal, em Setembro passado, que devorou um troço de 600m, num percurso total de 8,7km. Já em Fevereiro deste ano, os Passadiços reabriram, com novas medidas de gestão que melhoraram um projecto já de si notável. Com efeito, enquanto nos primeiros meses era impossível limitar o acesso, o que colocava questões de capacidade carga e de segurança, agora os visitantes têm de adquirir previamente, através do sítio www.passadicodopaiva.pt, uma entrada ao custo simbólico de 1 euro. Para além de uma fonte de receita, este bilhete permite controlar o número de visitantes que não deverá ultrapassar os 3 500 por dia.

Entrámos pelo acesso de Espiunca, caminhando até à entrada de Areinho, onde se encontram as escadarias que constituem a parte mais difícil do percurso. Ida e volta, percorremos perto de 17 Km, em 5h. Mas existe sempre a possibilidade de reduzir para metade a distância, tomando um transporte (táxi ou autocarro) numa das duas entradas/saídas. O Paiva é um rio selvagem, abrindo o seu caminho numa garganta sinuosa, ao longo da qual cresce uma flora bravia, onde pontificam amieiros, freixos e carvalhos, um curso de água ideal para a prática de canoagem e rafting, desportos-de-natureza que estão a ser desenvolvidos por empresas locais, e que exigem um regresso a quem faça uma primeira visita. Mas a experiência dos passadiços, pela segurança elegante da sua construção, permitindo uma visitação íntima da bela paisagem natural, deixando-a incólume, é só por si merecedora de uma viagem.

O mais relevante, contudo, será exaltar o significado político e ambiental dos Passadiços do Paiva. Trata-se de uma peça visível, integrada numa mais ampla e bem estruturada estratégia de desenvolvimento sustentável, liderada pela autarquia, em articulação com a sociedade civil, e em particular com o envolvimento do tecido empresarial da zona. O nosso grupo ficou alojado numa agradável estrutura de turismo de habitação, a Quinta de Anterronde, mesmo nos arredores de Arouca. O jovem casal de proprietários, ao pequeno-almoço, explicou-nos como a economia. Incluindo a criação de postos de trabalho, e a defesa do ambiente se articulavam de modo racional e planeado.

Os Passadiços devem ser integrados, como já o referi, numa visão mais ampla, que envolve o Geoparque, destinado a preservar e a valorizar a riqueza geológica da região. Não se trata apenas de um potencial natural, mas sim de um activo turístico que se traduz na tesouraria municipal e na prosperidade da restauração, da hotelaria, e do pequeno comércio da região. Quem quiser conhecer um fantástico exemplo de desenvolvimento local sustentável, com boa utilização de fundos europeus e uma equilibrada distribuição dos benefícios do investimento deve passar também pelo Radar Meteorológico de Arouca, deve subir à Serra da Freita, onde se encontram muitos dos 41 geo-sítios classificados do Geoparque. De tudo isso, o indispensável será contemplar as pedras parideiras, as pedras boroas e as tribolites gigantes. Raridades geológicas, devidamente musealizadas em centros de interpretação que permitem uma compreensão mais profunda daquilo que, mesmo à vista desarmada, surpreende o visitante. Quanto tanto se discute sobre a necessidade de crescimento económico do nosso debilitado mercado interno, livre do desequilíbrio causado por uma balança comercial desfavorável, vale a pena pensar no bom exemplo de Arouca. Enquanto tantos falam das áreas naturais protegidas como um obstáculo ao desenvolvimento, outros, como os autarcas de Arouca fazem dele a coluna vertebral de um futuro onde todos cabem, sobretudo os que nele querem participar com as suas boas ideias e esforço realizador."
Viriato Soromenho-Marques


Imagens da semana

Esta, que é a última semana do mês de maio, foi fértil em eventos que mereceram imagens e fotografias para memória futura. A maior parte del...