13.3.22

Mais uma semana

Mais uma semana que chega ao fim (ou melhor, hoje domingo, a semana está a começar, mas para efeitos destas publicações de revisão da semana que passou, considero que está a acabar ...) e com ela muita "correria", muitas atividades e por isso mesmo algumas imagens ...

SEMANA DA LEITURA 2022

A semana foi marcada pela Semana da Leitura relativa ao ano de 2022, conforme entrada que publiquei na passada segunda-feira.

Para celebrar esta Semana de Festa dos Livros, das Leituras e das Literacias, nada melhor que dar conta de dois convites que tive, para ser participante ativo ...

Na quarta-feira, dia 9 de março, entre as 18:00 e as 19:30 horas, estive na DAIROCASBiblioteca Escolar da Escola Básica das Dairas em Vale de Cambra, a convite da Amiga e Professora Bibliotecária, Otília Almeida, onde, juntamente com outros convidados, falámos sobre os Livros da Nossa Vida.

Para satisfazer o convite, levei comigo, não um, nem dois, mas sim três Livros muito inspiradores. O principal e aquele que serviu para início da minha intervenção, foi o In illo Tempore, de Trindade Coelho, editado pela Portugália Editora, na sua oitava edição que saiu do prelo em março de 1969, ou seja, já lá vão 53 anos.

A obra é constituída por 28 contos, publicada em 1902, sobre a vida dos Estudantes de Coimbra no final do século XIX. Foi a leitura destes contos que fez nascer em mim a vontade de ir estudar para Coimbra, o que efetivamente aconteceu entre 1981 e 1985, quando por lá vivi e estudei Geografia.

No saco que levei, levei também mais duas obras, se bem que de uma delas, levei cinco exemplares diferentes:

- Como um Romance, de Daniel Pennac, que aborda de forma despretensiosa e divertida a Leitura, enumerando os dez Diretos Inalienáveis do Leitor;

- O Principezinho, ou melhor, numa tradução mais literal "O Pequeno Príncipe"de Antoine de Saint- Exupery. Levei dois exemplares em formato Pop-Up:

- um em português, o primeiro livro que integrou a minha pequena coleção desta obra,  e

- um outro em formato Livro Carrossel , uma edição muito recente, com engenharia de papel de Gérrard Lo Monaco 

Levei ainda três edições mais usuais, uma traduzida para Latim, outra em Gaélico (uma das línguas da Irlanda) e a outra em Mandarim.

A DAIROCAS está sempre muito apelativa ...

... com decorações alusivas aos eventos, aos livros e às literacias

As duas Almas Mater deste evento, ambas Amigas, à direita a Otília, Professora Bibliotecária e à esquerda a Judite, Assistente Operacional

O meu exemplar do In illo Tempore, a precisar, urgentemente, de restauro ...

Outra Amiga, outra Professora Bibliotecária do AE de Búzio, a Cristina Filipe, vendo-se ao fundo o Vítor, Professor de Educação Especial do Agrupamento e ávido leitor ...

Um muito bonito saco, com alguns presentes, que nos foi entregue pelas responsáveis pela atividade

 

Na sexta-feira, dia 11 de março, estive em duas Escolas do Agrupamento de Escolas Dr. Ferreira da Silva, onde fui, na qualidade de Diretor do Centro de Formação de Associação de Escolas dos Concelhos de Arouca, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis. às 10:15, na Escola Básica e Secundária Dr. Ferreira da Silva, na Vila de Cucujães, onde fui recebido pela Colega Olga Maciel e estive com os alunos do 11.ºA, uma turma que integra alunos dos Cursos de Ciências e Tecnologias e de Línguas e Humanidades. A aula era de Inglês.

Como são alunos pré.universitários, li-lhes um dos contos do In illo Tempore, "O Saraiva das Forças", a estória de um estudante de Direito, notável pela sua força física e pelas façanhas durante o tempo em que andou por Coimbra.

Mais tarde, às 11:55, estive com os alunos do 6.ºB, da Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo, em São Roque, onde fui recebido pela Amiga e Professora Bibliotecária Ana Neves que me levou até à sala onde estava a turma que me recebeu numa aula de Educação Visual e Tecnológica lecionada pela Amiga Filomena Silva.

A esses pequenos leitores, li excertos de O Principezinho, tendo como ambiente os vários exemplares levados a Vale de Cambra.


Com os alunos da Turma A do 11.º ano de escolaridade


Na Biblioteca Escolar da EB Comendador Ângelo Azevedo, a decoração alusiva ao tema da Semana da Leitura 2022 no Concelho de Oliveira de Azeméis. Centenário do nascimento de José Saramago



Com os Alunos e a Professora na EB Comendador Ângelo Azevedo

ALBERGUE PARA PEREGRINOS

Na Vila de Cucujães, o edifício da Estação do Caminho de Ferro do Vale do Vouga, que estava desativada  e em adiantado estado de degradação, está a ser recuperada e vai ser transformada num Albergue para Peregrinos, pois localiza-se muito próxima do Caminho Central Português, para Santiago de Compostela.



As obras que irão transformar um edifício centenário,num moderno Albergue para Peregrinos. Já fazia falta à muito tempo ...

ENCONTRO REGIONAL DO NORTE

Na quinta-feira, dia 10 de março, foi tempo de ir até à Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves em Valadares, Vila Nova de Gaia, para uma jornada de dia inteiro, dedicada ao Plano de Transição Digital das Escolas, no qual estou envolvido enquanto Diretor do Centro de Formação de Associação de Escolas dos Concelhos de Arouca, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis enquanto promotor, entre outras coisas, da Formação de Capacitação Digital dos Profissionais da Educação.

Para além de mim, foram os Colegas e Amigos, Isidro Figueiredo, Embaixador Digital do Centro de FormaçãoJoão Paulo Silva, Coordenador da Equipa de Desenvolvimento Digital do Agrupamento de Escolas de Loureiro. Foi uma jornada de trabalho intenso e exigente, com a participação de praticamente todos os Centros de Formação da região norte e da Equipa da Direção Geral da Educação que está envolvida neste projeto e de elementos dos Centros de Competência TIC das Universidades da região.

Abertura do Encontro com a execução de dois temas ao piano por uma Aluna da Academia de Música de Vilar do Paraíso, Vila Nova de Gaia

António Silva, Direção Geral da Educação

Mesa 1 - a ladear o mederador, António Silva, na esquerda,a Lucinda Palhares, Diretora do CFAE FRancisco de Holanda, Guimarães e Fafe e na Direita, Célia Graça, Embaixadora Digital do CFAE Terras de Santa Maria

Um Formador das Oficinas de Capacitação Digital de Docentes, a dar o seu testemunho sobre a experiência

PINDELO

Pindelo, desta vez, visto em dia de chuva, a partir das traseiras da antiga Igreja Paroquial ...

A "nova" Igreja de Pindelo, desenhada pelo Arquiteto local José Gomes Fernandes, vista a partir da igreja velha

Contraste entre o Rural e o Urbano

DOMINGO

O domingo começou com a já habitual caminhada no Parque do Rio Ul, em São João da Madeira. Hoje, foi uma caminhada mais curta, porque a chuva quis ir caminhar também ... No trajeto de ida e vinda para o parque, no troço do rio entre as pontes na cidade, um curioso visitante ...


Quem é que identifica? Dão-se alvíssaras ...

Depois, foi tempo de uma volta a dois pelas margens da Ria de Aveiro, entre São Jacinto e o Cais do Bico, na Murtosa, com paragens, entre outros locais, na Torreira e na Bestida ...
Devia ser preservado, para memória futura ...

Homenagem

Arte Urbana à beira Ria

Trimaran estacionado ...

A ver as vistas ... ou a apanhar sol ...

A Capela de Nossa Senhora das Areias, que funciona como a Igreja Paroquial de São Jacinto

O passadiço para a praia ...

Mar revolto ...

Mesmo ao domingo é dia de pescar ...

Para marcar o caminho ...

Hora de almoço ...

Cais da Bestida. Aqui atracavam as lanchas que faziam a ligação entre as duas margens da Ria, quando a Ponte da Varela era uma miragem ...

Domingo desportivo (mesmo que seja só a treinar ...)

Bico

É só escolher ...

Homenagem ao ícone da Ria de Aveiro. O Moliceiro ...

Um grande bando ...

8.3.22

Entre a Vagueira e Casa ...

No domingo passado, foi tempo de passar o dia com o Samuel. Quando está connosco, gosta de sair. Aliás. Logo que o vamos buscar a casa ou a outro lugar, a pergunta é "Onde vamos hoje ...". Por isso, no domingo e porque o dia estava soalheiro, fomos ver o Mar à Praia da Vagueira ... depois rumámos a norte, com paragens na Costa Nova e em Aveiro, antes de chegarmos a casa ...

Praia da Vagueira



A praia com um areal interessante (no verão é difícil de ver tanta areia ...)



Os cúmplices ...



Se há um Parque Infantil, o Samuel tem de experimentar ...

Apesar de estar escrito na parede, não o é. Faltam os Livros!

Costa Nova

Um barco de trabalho

Um barco para lazer

Fotografia icónica ...




Afilhado e Padrinho no Clube de Minigolfe da Costa Nova


Aveiro

Canais

Uma nova estátua em Aveiro?

Arte Urbana (I)

Arte Urbana (II)

Arte Urbana (III)

Arte Urbana (IV)


Hora do lanche ...

Uma, de muitas ...

Colorida ...

O laço que transpõe ...
Casa
Arrumem-se que aqui vou eu ...

7.3.22

Semana da Leitura 2022

Começa hoje, segunda-feira, dia 7 de março e vai até sexta-feira, dia 11 aquela que é considerada a Grande Festa da Leitura em Portugal, a SEMANA DA LEITURA.

É um desafio que já conta com muitos anos, lançado pelo Plano Nacional da Leitura e que pretende dar força e visibilidade ao ato e prazer de Ler.

A propósito deste Prazer que deve ser a Leitura, partilho uma crónica, com a qual me identifico totalmente, publicada no dia 1 de março deste ano no Correio do Minho, da autoria de Cristina Palhares, que diz:

"Comecei a pensar neste texto, angustiada, de coração pequenino, tentando perceber como escrever sobre algo, que não a invasão da Ucrânia. Impotência, profunda tristeza, solidão, revolta,... Tenho em pano de fundo enquanto escrevo Nuno Rogeiro no seu programa Leste/Oeste. E nas mãos, o livro de Daniel Pennac. Como um romance uma abordagem despretensiosa e divertida sobre a leitura, um fenómeno impactante que iniciou em França em 1993. Tem quase 30 anos... e ainda não chegou a todos os cantos do nosso país. aqui tenho refletido, e sobre os dez direitos inalienáveis do leitor, que de algum modo traduzem o meu atual estado de espírito: a alienação provoca invasão e destrói qualquer direito. Assim é a leitura e o modus operandi dos professores quando abordam as obras como se se tratassem de um problema de investigação.

Pennac transcreve Flannery O’Connor no dia em que soube que os alunos eram interrogados acerca da sua obra: “Se hoje em dia os professores têm como princípio abordar uma obra como se se tratasse de um problema de investigação, ... receio que os alunos nunca descubram o prazer de ler um romance.” Voltando atrás no tempo, no tempo em que os filhos ainda não liam romances porque não se tinham apropriado do processo de descodificação das palavras, ou entrando numa sala de jardim de infância onde e educadora lê, em voz alta, tal como o pai e a mãe à mesa de cabeceira, as preocupações sobre os resultados da leitura não existiam. “Nunca, nunca se preocuparam em saber se ele tinha compreendido que a Bela Adormecida dormia no bosque porque se tinha picado numa roca e a Branca de Neve porque tinha trincado a maçã. (Das primeiras vezes, aliás, não tinha de facto compreendido. Tudo era maravilha, lindas palavras, emoção!

Esperava com enorme atenção pelo episódio preferido que, quando chegava, recitava para si próprio; e pouco a pouco ele ia compreendendo tudo, absolutamente tudo, mesmo quando os episódios eram mais obscuros, quando os mistérios se adensavam; sabia perfeitamente que a Bela Adormecida dormia porque se tinha picado na roca, e a Branca de Neve dormia porque tinha trincado a maçã...)”. Antes éramos contadores, agora somos contabilistas. por favor quinze linhas, se não, não televisão!! E termina dizendo: “A televisão elevada à dignidade de recompensa... e como corolário, a leitura considerada como trabalho forçado... descobrimos a pólvora... “. Enfim... e a “idiotice das descobertas pedagógicas que se elaboram contra o desejo de aprender”. Porque é deste prazer que o livro fala. Um prazer tão próximo. “Tão fácil de encontrar. Basta não deixar passar vários anos. Basta esperar pelo cair da noite, abrir novamente a porta do seu quarto, sentarmo-nos à sua cabeceira e retomarmos a leitura comum. Ler. Em voz alta, gratuitamente.”

Na sala de aula também. Mas não fazemos perguntas. Nem uma! “Fichas de leitura”??? Que bela maneira de “estragar” o livro em que se pegou, na biblioteca da escola. As palavras vão pesar chumbo, vão dar trabalho, sem alegria. “Lê como quem caminha. É o dever que o impulsiona.” Não posso deixar de transcrever o que encontrei na página 71: “... o que tu queres é que eles te entreguem boas fichas de leitura acerca dos romances que tu lhes impões, que eles interpretem corretamente os poemas que tu escolheste, que no exame final analisem com elegância os textos da tua lista, que «comentem» judiciosamente ou «resumam» inteligentemente o que o examinador lhes pôs debaixo dos olhos naquela manhã... Mas na realidade, o que o examinador, tu e os pais querem, não é que as crianças leiam. Mas também não querem o contrário, repara. O que querem é que os miúdos tenham boas notas, e nada mais”.

Não espaço para o prazer de ler. Ironicamente Pennac fala do conhecimento como algo que apenas é fruto de um sofrimento aceite e implementado nos programas escolares, desprovido de qualquer prazer, resumidamente inscrito em três palavras: É preciso ler!

Seguem-se páginas lindíssimas sobre o jugo de “dar a ler”, para terminar na apresentação dos dez direitos inalienáveis do leitor.

01) o direito de não ler;

02)o direito de saltar páginas;

03) o direito de não acabar um livro;

04) o direito de reler;

05) o direito de ler não importa o quê;

06) o direito de amar os “heróis” dos romances;

07) o direito de ler não importa onde;

08) o direito de saltar de livro em livro;

09) o direito de ler em voz alta;

10) o direito de não falar do que se leu.

Acabei de terminar este texto, angustiada, de coração pequenino, tentando perceber como escrever sobre algo, que não a invasão da Ucrânia. Impotência, profunda tristeza, solidão, revolta,..."

Imagens da semana

Esta, que é a última semana do mês de maio, foi fértil em eventos que mereceram imagens e fotografias para memória futura. A maior parte del...